Não, o Caminho não mudou... o que mudou foi a forma de caminhar! Neste blog compartilho pensamentos, textos sobre a Bruxaria Tradicional, Crenças Nativas, Magia Natural, Paganismo e Cultura Celta.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Dê o seu melhor


Compartilhando: Fonte Ecos da Natureza....
O que adianta saber tanta coisa e não usar?

Queremos sempre as melhores informações, pra sermos mais inteligentes, as melhores ferramentas pra fazermos nosso trabalho da melhor forma possivel, o melhor isso, a melhor aquilo e na hora de utilizar o que temos em mãos, não damos o nosso melhor, então de que adianta pedir o melhor se você não é capaz de dar o melhor de sí!?

O segredo não está em ter o melhor, mas sim em fazer o melhor com o que se tem!

Se você já está acostumado a dar o melhor de si em suas relações, ai sim, ter mais informações e conhecimentos enriquecem seu ser e a qualidade dos ecos que se propagam de ti, do contrário é exesso de bagagem, é obsidade mental que só serve pra te manter ocupado correndo atraz do próprio rabo e olha que tem gente que passa a vida assim.

Como diz um amigo “ Menos é mais” e o que você busca na sua vida?

Quantidade ou qualidade?

E o que você oferece pra vida? Pois é isso que ela vai te oferecer....

Quer receber o melhor?

Dê seu melhor!

domingo, 12 de junho de 2011

Por Corujão... Cailleach



Meus ossos são frios, meu sangue é ralo. 

Eu busco o que é meu. O busco o que ainda não foi semeado. Eu busco os animais para cavernas quentes e mando meus pássaros para o sul. Eu ponho meus ursos para dormir e mudo o pelo de meus gatos e cães para algo mais quente. Meus lobos me guiam, seu uivo anuncia minha chegada. Os cães, lobos e raposas cantam a canção da noite, a serenata da Anciã, a minha canção. 

Eu disse sim à vida e agora digo sim à Morte. E serei a primeira a ir para o outro lado.

Eu trago o frio e a morte, sim, pois este é meu legado. Eu trouxe a colheita e se você não colheu suas maçãs eu as cobrirei de gelo. Após o Samhain, tudo o que fica nos campos me pertence.

domingo, 27 de março de 2011

Plenitude: O que realmente pode nos preencher?


Como tornar nossas vidas plenas? O que significa ser pleno?


Quando me faço essas perguntas, me vêm em mente os momentos que passei na mata, pra ser mais específica o momento em que acordei depois de passar a noite na mata, meu corpo estava dolorido, frio, debilitado, mas não estava dando importância a nada disso o que importava é que eu estava ali, vivenciando um momento único pelo qual eu havia esperado tanto, a sensação de superação que me envolveu naquele momento foi mágica.
Minha cabeça queria processar todos os acontecimentos da noite, visões o conhecimento passado, tentar guardar tudo em algum cantinho pra usar depois, bem naquele momento eu vi que isso também não era o mais importante aquele era um momento único eu só precisava sentir aquela energia, foi o que fiz... me senti plena.

Agora algumas semanas depois, ainda não consegui encontrar uma palavra pra descrever melhor o que tenho experimentado a sensação que tenho é que tudo ficou tão claro agora... Fazendo uma auto analise vejo tudo o que passei na minha vida de um modo geral e vejo que todas as reações que tive no decorrer da vida me trouxeram até aqui.
O mais engraçado é que olhando pra trás vejo que a pouco mais de 1 ano no inicio da peregrinação, quando falávamos sobre o 1º ano, sobre o auto conhecimento, sobre a importância de saber quem se é, ficava pensando como seria isso pra mim. Logo eu que uma das únicas “certezas” da vida era de saber exatamente quem eu era... o que queria...etc doce ilusão! Hoje sei diferenciar o que eu sou, do que eu era, do que eu gostaria de vir a ser...

Nunca havia visto as coisas de modo tão claro, minhas percepções mudaram é como se estivesse começando agora minha jornada, como se tudo aquilo que passei fosse uma preparação para este momento, um momento de clareza, de beleza. Consigo dar valor as coisas simples da vida e ver o quanto elas são importantes.

Assim continuarei seguindo meu caminho, aprendendo algo novo a cada dia.
E pra finalizar... um parte de um texto bem conhecido que adoro:

“Depois de algum tempo...
Você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não pode mais.”

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ser um Guerreiro...

Nem todo mundo tem automaticamente esta vocação. Ser guerreiro(a) não corresponde a um género de consulta psiquiátrica onde é possível exorcizar as suas frustrações, batendo no vizinho, e ser reconhecido logo a seguir como super-homem (super-mulher).



Não são automaticamente as pessoas com mais músculos que se mostram os mais aptos a resistir ao impacto psicológico de estar confrontados com verdadeiros mortos, verdadeiros feridos, verdadeiros problemas com a noção de obediência quando é mandado matar outras pessoas. Não se trata de jogos de computadores… O que é importante reter, é que praticar desportos não tem mesmo nada a ver com a aprendizagem de um guerreiro(a), só em caso de inconsciência, onde o valor da vida humana se torna apenas um detalhe (como nos soldadinhos e nas brincadeiras).

Não há gentis guerreiros(as), ou meios guerreiros(as). Ou somos um(a) guerreiro(a) ou não. O fato de vestir qualquer farda ou usar armas, não faz de nós um(a) guerreiro(a). É preciso reunir duas coisas fundamentais: a aptidão e a preparação. A preparação, só por si, não chega.

Aproximar-se de um verdadeiro(a) guerreiro(a) quando vivemos na mesma condição, tem qualquer coisa de francamente perigoso, a menos de se submeter.

Isto lembra a história da rã e do escorpião… Um escorpião que queria atravessar um riacho interpela uma rã e diz:

- Deixa-me subir nas tuas costas e ajuda-me a atravessar este riacho.

- Estas a brincar comigo, vou ser logo picado!

- O teu raciocínio tem uma falta de lógica, se faço isso no meio da água, vou também morrer.

- Então sobe! Ao meio do riacho, o maldito escorpião pica a rã.
- Aaaahh estou perdido, mas porque fizeste isso? Vais morrer também! - Porque esta dentro da minha natureza. (…)

Um escorpião não é verdadeiramente mau, nem mesmo o tigre que devora a sua presa. Não devemos confundir gêneros por causa de algumas semelhanças, O erro pode ser fatal.

Agora o problema é saber se praticar o Aikidô é exatamente a mesma coisa que ser um(a) guerreiro(a)?"






"A diferença fundamental entre o homem comum e o guerreiro, é que o guerreiro encara tudo como desafio, enquanto o homem comum encara tudo como bênção ou maldição." Carlos Castañeda