Não, o Caminho não mudou... o que mudou foi a forma de caminhar! Neste blog compartilho pensamentos, textos sobre a Bruxaria Tradicional, Crenças Nativas, Magia Natural, Paganismo e Cultura Celta.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Reflexão

Hoje vi vida nascer do meio da carne putreda da morte de Sanhaim. Senti e distingui o aroma de flores no meio do cheiro de sangue.

Hoje vi um feixe de sol iluminando um minimo broto de um arbusto seco. Entendi o que vinha sentindo. Morrigan em sua plenitude invernal, começa a se despedir. É a vez dela morrer e se recolher (eu já morri, mais uma vez). Começa a levar seu reinado para deixar o reinado de Briga vir. A terra antes morta/adormecida, recebeu as sementes em seu ventre e os guardou na escuridão. 
Logo o fogo de Briga, que começa a aquecer a terra trará a tona a vida, fará vivificar as flores, trará a forja de nossas vidas, a cura de nossa feridas e nos banhará em AWEN! 
Que a terra desperte lentamente de seu sono ainda sob os dominios de Sanhaim, para fazer as cabrar balirem em Oimelc. Jorrem seu leite na terra! Ganhem vida! Saiam de nossos sonos frios aos poucos e vejam na beira da caverna os raios do sol querendo, petulantes, aquecer as sementes explodiando-as. É hora de tomar força para as flores. Morrigan, agradeço pelo Sanhaim e a morte de nosso egos e fraquezas, me tornaste um guerreiro mais forte. Foram ensinamentos tão dificeis de aprender dessa vez... acredito que ainda não consigo entendê-los. Ainda tentando sarar as feridas dessa batalha que apenas começou. Briga, seja bem vinda! Eu tenho vida! Senhora, preciso tanto de ti. Seu fogo que aquece, sua cura que me renova, seu awen que me inspira. Minha espada está flamejante para continuar o caminho, banhada pelo sangue de Morrigan e brilhante com o Awen de Briga!





texto de Gui Lux

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Gratidão

A palavra de hoje é GRATIDÃO!!!



Eu me abro pra Divina Cura
Eu me abro pra transformação
Eu me abro, pois sou filho e digno
De receber esta bênção 

É com imensa alegria

Que me firmo no coração
Posso ver agora o que eu não podia
Compreendendo essa Missão

Essa luminária que vem lá das Alturas
E nos aponta a direção
É Papai e Mamãe com doçura
Dissolvendo a escuridão

Chamo todos os filhos da Seara
Vamos todos nos alinhar
Não esperem receber muitas medalhas
É servir para poder entrar

Penetrando no Reino Encantado
Mas só depois de liberar
As mazelas oriundas do passado
Para lá poder estar

















quinta-feira, 12 de julho de 2012

DEVANEIOS, MULETAS E OUTRAS COISAS...



Hoje acordei um “tanto” fragilizada, depois de uma noite de intensa atividade mental, só consigo pensar, pensar e pensar... Não estou conseguindo silenciar minha mente.
Mesmo depois de esvaziar, de me livrar da repetição, dos mecanismos defensivos, das desculpas e das muletas existenciais.
Como continuar?
Pergunto-me... Agora que todas as certezas se evaporaram e restam apenas as perguntas, devo fingir que todas as coisas que até então haviam entrado na minha mente não são mais verdadeiras do que as ilusões dos meus sonhos?
Tenho medo de me tornar senão um espectro daquilo que eu gostaria de ser, imersa em ideais voláteis e mesquinhos... e se necessário, recomeçar, adiar, deixar sempre para o “amanhã”... Até quando?
Nesses devaneios loucos, vi o quanto é difícil viver sem muletas existenciais em nossas vidas. Oras, será que para encararmos a “realidade” precisamos de certas muletas?
No fim das contas parece que estou inserida na armadilha que eu mesma criei... É como se apenas cumprisse um papel que a mim mesma estabeleci.

“Quanto mais eu quero ser EU, mais eu sinto um vazio. Quanto mais EU me expresso, mais eu seco. Quanto mais eu corro atrás disso... mais cansada eu fico”

O que resta então?
Bem... EU SOU O QUE SOU! Tenho que ter Fé em mim mesma.











domingo, 1 de julho de 2012

Reflexões de Samhain




Hoje senti vontade de mexer no meu altar, limpei e energizei!
Renovei a energia... embora ainda sentindo os ventos de Samhain , vislumbro um novo momento!
Mesmo assim não esquecendo daquela que levou tudo o que não cabia mais... Morrighan sempre presente!
Minha mãe, minha Deusa... reconhecendo cada vez mais suas faces, agora sinto uma energia renovada... aquela energia gostosa dos começos.

Ainda assimilando todo aprendizado!




sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cailleach




Meus ossos são frios, meu sangue é ralo. 

Eu busco o que é meu. O busco o que ainda não foi semeado. Eu busco os animais para cavernas quentes e mando meus pássaros para o sul. Eu ponho meus ursos para dormir e mudo o pelo de meus gatos e cães para algo mais quente. Meus lobos me guiam, seu uivo anuncia minha chegada. Os cães, lobos e raposas cantam a canção da noite, a serenata da Anciã, a minha canção. 

Eu disse sim à vida e agora digo sim à Morte. E serei a primeira a ir para o outro lado.

Eu trago o frio e a morte, sim, pois este é meu legado. Eu trouxe a colheita e se você não colheu suas maçãs eu as cobrirei de gelo. Após o Samhain, tudo o que fica nos campos me pertence.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Saudação ao Inverno!


Uma outra estação começa hoje. Mas a informação que o calendário me trouxe é desnecessária. O calendário da pele, muito mais preciso para determinar as estações, já me apontava há vários dias a chegada do inverno, que veio aos poucos, como sempre, sem dar importância ao fato de haver um dia dedicado a marcar seu início.
A pele sabe que o fim de uma estação é sempre o início da outra, havendo períodos em que ambas se misturam. Isso é a realidade, que não se curva às divisões rígidas que nós lhe impomos. E a realidade permanece alheia à presunção de se ver o inverno como o oposto da primavera, como se aquele só existisse em função desta. Não se pode levar a sério a afirmação de que os dias de inverno são o preço que pagamos para melhor apreciar os de verão ou primavera ou que o desconforto do frio é uma forma de nos fazer sentir o quanto o calor é bom.
Quem vê as coisas desse modo nega a natureza tentando conformá-la a uma idealização que a mutila e que por isso não tem razão de ser. O inverno é o inverno, não um estágio necessário para se passar do outono à primavera. Os dias de inverno não são uma ponte entre dois lados. São um fim em si mesmos, tanto quanto o são os dias de primavera. No fundo, ver o inverno como a antítese necessária para se valorizar a primavera ou o verão é como desejar, de modo velado, que haja apenas dias de primavera ou verão.
Melhor do que alimentar esse desejo vão é nos abrirmos à natureza como ela é e não como gostaríamos que fosse. Não há melancolia no frio e no cair das folhas. A melancolia está em não aceitar que haja dias frios e folhas que caem e são levadas pelo vento até as águas do regato que as dissolverá, fazendo com que voltem à matéria do chão de onde saíram. Melancólica é toda tentativa de trocar a realidade por uma idealização. É preciso superar o medo e ter a coragem de experimentar o que nos traz cada estação da vida.



Texto: Marcio Almeida Jr.

domingo, 3 de junho de 2012

Novo Começo


Samhain veio e passou e com ele Morrighan levou tudo aquilo que já não cabe mais...
Tudo o que limita, que sufoca que aprisiona!
Lembro que uma vez alguém me falou cuidado com o que você pede para Morrighan... entendo bem isso agora, estive em um longo processo todos esses dias e refleti sobre cada passo dado ao longo desta minha caminhada aos poucos as coisas vão clareando.
Um ciclo se encerrou, dando lugar a um novo que surge e que esse novo ciclo possa vir cheio de harmônia, fraternidade, amor, confiança, liberdade... 
Sentimentos que são essências em qualquer relação! Agradeço a todos que estiveram comigo nesse despertar /|\


"Tem coisas que mudam o tempo
Tem tempo que muda as coisas
Nada permanece o mesmo
Tudo se transforma em si mesmo
Aquele que busca fora, só encontrará dentro
Há de se iniciar em todo fim
Um novo começo."Ecosss