Não, o Caminho não mudou... o que mudou foi a forma de caminhar! Neste blog compartilho pensamentos, textos sobre a Bruxaria Tradicional, Crenças Nativas, Magia Natural, Paganismo e Cultura Celta.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sobre a Estupidez Humana...



Tenho que concordar com as sábias palavras de Einstein!
Pra começar a semana, fica a dica ;)





"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."


"Eu lavo as minhas mãos em relação àqueles que imaginam que falar seja conhecimento, que silêncio seja ignorância, e que indecisão seja arte."(Khalil Gibran)






quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Momentos Simples Incomparáveis


E como diria Fernando Sabino...



O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Há pequenos momentos que transbordam de significado. No encanto de cada recanto procuro e encontro a amizade...Porque cada momento tem mais sentido se for partilhado... assim vivo...assim sinto...assim partilho


Acenda uma fogueira e reúna-te com teus amigos. O calor do amor é tão vital quanto o calor do sol!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Por Corujão... Super Guru

Compartilhando...

Fico abismado com as pessoas, muitos dos que seguiram o meu caminho e se sentem os "todo poderoso", achando que podem ditar regras e que são os altos gurus. Muito me espanta as atitudes que essas pessoas te perante seus seguidores e colegas. A falta de educação e humildade perante a espiritualidade, como se essa fosse escrava de seus desejos mesquinhos e pequenos.

Surpreende-me a forma como alguns "líderes" espirituais se comportam arrogantemente, usando a opressão e a manipulação para manter seguidores. Acreditando que isso os mantém fiéis a seus objetivos, extorquindo bens materiais, horas da vida preciosa e espiritualmente, pensando que não sofrerão conseqüências de seus atos. 
Sempre busqueis seguir o exemplo dos meus pais e mestres, e as pessoas que sempre me ensinaram alguma sabedoria, sempre tiveram paciência na arte do ensino, humildade perante a espiritualidade, respeito para com as pessoas que seguem o caminho. Se algum diz vocês encontrarem pessoas que não tiverem essas 3 pequenas características que moldam o carácter de um ser humano, afastem-se, porque esse caminho com toda certeza não serve para você. 

Meus mestres sempre foram exigentes quanto a minha potencialidade, nunca foram desrespeitosos. Durante meu treino sempre buscaram lapidar meu carácter, através do exemplo e da humildade, honrando sempre os Ancestrais, os Deuses e os meus semelhantes. O Poder nunca foi motivo para soberba e glorificação, pelo contrário, mas sim o objetivo a ser alcançado com honra e humildade.




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Ecos de Beltane!



"Para dançar uma vez mais sobre os Fogos de Beltane sem medo, nem preocupações. Ser... como uma vez, deveríamos ter sido... Pois, como as estações vão e vêm, o círculo se transforma e se transforma outra vez... e, deve vir a passar... Vamos partilhar o brilho, a fertilidade, a luz e a beleza de Beltane!"

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Compartilhando um Momento!



Tentando SENTIR mais em vez de “PENSAR” eis que surge uma nova batalha, como deixar velhos hábitos, pensamentos e ações para trás, como desprender desse “SER PENSANTE” que sou para me tornar um ser CONSCIENTE.


Se está busca por consciência faz com que eu navegue pelo reino de minhas emoções um lugar que eu fiz questão de não acessar por um longo tempo, como romper isso? Como achar dentro de mim essas respostas, sendo eu um ser racional que processa tudo diversas vezes...
“Está disposta a lidar com a parte oculta em ti” disse ela.... Sou ambas, respondi!
Quando decidi seguir por esse caminho, duas coisas percebi que eram quase que unanimidade entre todos, era preciso esvaziar o cálice e era preciso se conhecer.
Eu achava que entendia o significado dessas palavras, mas, ai foi meu erro era preciso muito mais do que um simples entendimento, era preciso sentir isso na prática. Não previ o conflito que isso causaria dentro de mim, pois tirou-me da zona de conforto perdi aquela falsa sensação de segurança!
Agora encarando tudo isso de uma perspectiva diferente, esse conflito foi a melhor coisa que aconteceu, pois me obrigou a rever tudo, o modo como venho conduzindo minha vida de um modo geral, entendi que depende exclusivamente de mim, e tudo o que posso fazer é o meu melhor!


Como o Mestre já disse uma vez “Somos peregrinos, e a dadiva de um peregrino é saber andar” E assim sigo minha jornada sempre aprendendo a cada novo passo a cada nova batalha!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Propósito da Vida


Compartilhando...


Robert Crosbie


Quando passamos a considerar que o propósito da vida é aprender e que tudo é aprendizado, as circunstâncias pelas quais nós aprendemos começam a ter menos importância.  Como o sr. William Judge escreveu-me certa vez (...):
“O oceano da vida traz até nossos pés, e afasta novamente, coisas que são  difíceis de perder ou que causam dor ao ser recebidas, no entanto todas elas pertencem à vida; todas elas vêm do Grande Ser que nunca se altera. Portanto, apóie-se sobre o Eu Superior –  seja como o grande fundo do oceano que nunca se movimenta, embora as tempestades possam alterar sua superfície.”
Sei que você entende essa atitude. Ela não significa que deveríamos deixar de fazer o melhor que podemos em todas as ocasiões, mas sabemos que,  aconteça o que acontecer,  tudo está bem. Tudo é recebido apenas  como uma lição da qual se pode obter crescimento e conhecimento, e embora talvez nós lutemos aparentemente por muitas coisas, nossas mentes podem não estar voltadas para as coisas em si mesmas, mas para o cumprimento do nosso dever, à medida que a expansão do nosso conhecimento  nos dá mais percepção.  Assim nós seremos como o oceano, com a superfície em ação, mas com  a maior parte de nós calma – imóvel.
[ Do livro “The Friendly Philosopher”, Robert Crosbie, The TheosophyCompany, Los Angeles, 1945, 416 pp., ver pp. 40-41.]

http://br.groups.yahoo.com/group/Chaos-MapienTherion/

http://peregrinaluna.blogspot.com/

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

PRIMAVERA




Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.